São Paulo, março de 2026 – A Biogen, líder global em biotecnologia, projeta um investimento de até R$ 165,5 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no Brasil para 2026, considerado pela companhia um polo estratégico para o desenvolvimento de terapias inovadoras em âmbito mundial. Nos últimos seis anos, a afiliada brasileira aumentou em 15 vezes sua participação em estudos clínicos, somando R$ 574 milhões desde 2020, considerando os investimentos realizados e a projeção para esse ano. Ao todo, são 116 centros de pesquisas atuantes em 10 estados de todas as regiões do país, 15 projetos em andamento e 317 pacientes brasileiros incluídos.
O aporte representa um aumento de 20% em relação a 2025, quando foram aplicados R$ 137,9 milhões, marcando o biênio como o maior ciclo histórico de investimento em P&D no Brasil pela empresa nos últimos 6 anos. “Entre 2021 e 2025, os recursos destinados à área cresceram mais de 370%, quase cinco vezes, consolidando o Brasil como mercado prioritário para pesquisa clínica, o que reforça nosso compromisso com o avanço da ciência e o acesso a medicamentos para doenças complexas e raras”, afirma Rogério Frabetti, general manager da Biogen no Brasil. “Vale destacar que temos superado de forma consistente as metas globais de inclusão de pacientes, evidenciando alta performance operacional e relevância estratégica no desenvolvimento clínico”, conclui.
De acordo com Ana Rita Aguilar, diretora LATAM de operações clínicas, a expansão em P&D tem levado acesso à saúde com tecnologia de ponta a mais de 10 estados, bem como áreas historicamente desassistidas, como a Ilha do Marajó (PA) e Primavera do Leste (MT). “Realizar estudos no Brasil, com a participação de brasileiros, também fortalece a geração de evidências clínicas mais representativas da diversidade genética, étnica e socioeconômica do país. Além disso, a atuação em regiões remotas amplia o acesso à pesquisa clínica, promovendo descentralização, inclusão e entrada antecipada em terapias inovadoras para pacientes historicamente afastados dos grandes centros. Esse fator contribui para decisões terapêuticas mais adequadas à nossa realidade e amplia o benefício direto aos pacientes. Ou seja, estamos falando de equidade em pesquisa, descentralização do acesso e impacto social consistente”, destaca a executiva.
O aporte abrange diversas áreas terapêuticas de alta complexidade e necessidades não atendidas, incluindo o desenvolvimento de protocolos para Doença de Alzheimer, Ataxia de Friedreich, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Atrofia Muscular Espinhal (AME), Esclerose Múltipla e depressão pós-parto. A amplitude do pipeline reforça a busca da Biogen por soluções transformadoras. “A iniciativa visa não apenas o desenvolvimento de novas terapias, mas também a promoção de um ecossistema de saúde mais equitativo e inovador. O foco permanece na transformação da vida dos pacientes, solidificando o papel do Brasil como um parceiro fundamental na ciência global”, reforça Frabetti.